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Por que ainda é tempo de aprender Cobol?

Linguagem permanece extremamente relevante e suporta sistemas críticos de bancos, seguradoras e empresas dos mais variados setores

Atualizado em 18/04/2016 11h38

“Quando estava na faculdade, há 30 anos, o Cobol foi declarado morto. Muito tempo se passou desde essa época e essa linguagem segue viva, forte e boa!”. A frase pertence a Leon Kappelman, professor de sistemas de informação da Universidade do Norte do Texas (UNT) e traz verdades incontestáveis.

Mais de meio século depois e a ferramenta permanece extremamente relevante e suporta sistemas críticos de bancos, seguradoras, operadoras de telecom e empresas dos mais variados setores.

Porém, cursos de Cobol oferecidos por universidades são um tanto raros, o que sugere que os profissionais mais bem preparados na ferramenta são valorizados.

Além disso, pelo tempo que a tecnologia está no mercado, muitos desses especialistas já estão próximos da aposentadoria. Com isso, programadores na tecnologia estarão na mira dos recrutadores.

Cada vez mais, essa se revela como uma carreira interessante para seguir. A escassez de mão de obra faz com que as ofertas de emprego nessa área venham atreladas a bons salários.

O professor Kappelman afirma que a UNT oferece duas disciplinas facultativas de mainframe/Cobol, que provaram trazer um ótimo retorno sobre o investimento. “Estudantes que fazem esse curso costumam ganhar US$ 10 mil a mais por ano em comparação àqueles que não fazem”, ilustra.

Ele acredita que a demanda por profissionais com conhecimento na linguagem não irá desaparecer no futuro, porque as grandes organizações dificilmente vão substituir totalmente o legado que possuem na tecnologia. Sob essa perspectiva, trata-se também de uma carreira segura.

Mas nem tudo são flores. O potencial pode ser limitado – ou seja, há estabilidade, mas talvez sua carreira profissional seja menos abrangente. Uma pergunta óbvia que deve estar passando pela sua cabeça nessas horas é “quais os trabalhos mais frequentes em Cobol?”.

A resposta mais simples é “rotinas de manutenção de códigos existentes”, afinal, sempre existe a necessidade de melhorar linhas ou fazer algum tipo de ajuste. Veja que, na teoria, não se trata de algo que demandará um esforço tremendo, mas sim, um processo contínuo de evolução de programas.

Mas especialistas afirmam que também existem oportunidades para novos desenvolvimentos em Cobol. Empresas que já rodam sistemas na linguagem, frequentemente, podem querer expandir seus softwares para torná-los mais adequados a demandas atuais de negócio.

Sem glamour?

Muitas pessoas acham que o trabalho em Cobol não tem tanto glamour quanto outras linguagens de programação usadas no mundo da Web 2.0 ou aplicativos móveis. Alina Ungureanu, desenvolvedora de 20 e poucos anos que aprendeu a usar a tecnologia há um ano, discorda.

“Escolhi Cobol justamente por ser interessante e muito diferente, quando comparada com outras linguagens”, diz. “Não acredito que uma linguagem seja chata – pode ser que as tarefas que você faz é que são. Se você quer trabalhar com Cobol precisará ser capaz de pensar fora da caixa”, acrescenta.

Ela recomendaria, então, que outros programadores aprendam a usar a ferramenta? “Depende”, responde. “Se você for alguém que não quer criar aplicações para o setor financeiro, não aprenda Cobol. Agora, se gosta de criar códigos para sistemas transacionais, é a ferramenta certa”.

Alina adiciona que os desenvolvedores na linguagem tendem a ganhar mais dinheiro, em grande parte, pela própria natureza dos empregadores. “É uma ferramenta mais presente em grandes companhias”, observa.

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